Como proteger sua família
Como proteger sua família
A internet pode ser um lugar incrível para aprender, criar, empreender e descobrir coisas novas.
Mas, quando crianças estão conectadas, existe uma regra que consideramos essencial:
autonomia deve caminhar junto com supervisão.
Na Rebrinca, queremos ajudar seu filho a aprender sobre dinheiro, empreendedorismo, sustentabilidade e consumo consciente — sempre com você por perto.
Por isso, preparamos algumas orientações simples para tornar essa experiência ainda mais segura.
1. Participe da Lojinha junto com seu filho
A Lojinha pode ser uma ótima oportunidade para vocês fazerem algo juntos.
Ajude a criança a:
🧸 escolher os brinquedos;
📸 produzir as fotos;
💰 pensar no preço;
📝 montar o anúncio;
📦 preparar uma venda;
🐷 decidir o que fazer com o dinheiro;
🎯 criar objetivos.
Além de aumentar a segurança, esses momentos podem gerar conversas importantes sobre dinheiro e responsabilidade.
Na Rebrinca, vender também pode ser aprender juntos.
2. Ensine quais informações nunca devem ser compartilhadas
Explique para a criança que algumas informações pertencem somente à família.
Ela não deve compartilhar com desconhecidos:
🏠 endereço de casa;
🏫 nome ou endereço da escola;
📱 telefone ou WhatsApp;
📍 localização atual;
📄 documentos;
💳 informações bancárias;
🔐 senhas.
Uma frase simples que a criança pode memorizar:
“Brinquedo pode ser compartilhado. Meus dados pessoais, não.”
3. Observe o que aparece atrás das fotos
Antes de publicar uma fotografia ou vídeo, olhe também para o fundo.
Uma foto aparentemente inocente pode mostrar:
placa de carro;
número da casa;
uniforme escolar;
documentos sobre uma mesa;
correspondências;
nome de condomínio;
fachada da residência;
localização;
ou outras informações privadas.
Antes de publicar, pergunte:
“Essa foto revela alguma coisa sobre onde meu filho mora, estuda ou costuma estar?”
Se revelar, escolha outra foto.
4. Evite informações pessoais no nome da Lojinha
Não é necessário utilizar o nome completo da criança.
Prefira nomes como:
Lojinha do Bê
Mundo da Malu
Brinquedos do Theo
em vez de combinar nome completo, sobrenome, idade, escola ou localização.
Quanto menos informação pessoal desnecessária estiver publicamente disponível, melhor.
5. Converse sobre desconhecidos na internet
Ensine uma regra simples:
Uma pessoa desconhecida continua sendo desconhecida mesmo quando parece legal pela internet.
Se alguém perguntar:
“Qual é seu WhatsApp?”
“Onde você mora?”
“Qual escola você estuda?”
“Você está sozinho?”
“Me manda outra foto sua?”
“Vamos conversar sem seus pais?”
“Podemos nos encontrar?”
a criança não deve continuar a conversa.
A orientação é:
pare, não envie nada e chame um adulto.
6. Crie uma regra importante: “Você pode me contar”
Crianças podem esconder situações desconfortáveis por medo de levar bronca.
Por isso, combine antecipadamente:
“Se alguém falar alguma coisa estranha com você na internet, pode me contar. Primeiro vamos resolver juntos.”
O objetivo é fazer com que a criança procure o responsável rapidamente quando alguma coisa parecer errada.
7. Proteja também a conta do responsável
A segurança da criança também depende da segurança da conta do adulto.
Recomendamos:
✓ utilizar uma senha forte;
✓ não reutilizar a mesma senha em diversos serviços;
✓ não compartilhar códigos de acesso;
✓ proteger o e-mail vinculado à conta;
✓ utilizar autenticação em dois fatores quando disponível;
✓ sair da conta em computadores compartilhados.
Se perceber atividade que não reconhece, altere sua senha e entre em contato conosco.
8. Dinheiro deve continuar sendo assunto acompanhado pelos pais
A criança pode — e deve — aprender sobre dinheiro.
Mas isso não significa que ela precise controlar informações financeiras sensíveis.
Na Rebrinca, aproveite uma venda para conversar:
“Quanto conseguimos?”
“Quanto vamos guardar?”
“Você quer criar uma meta?”
“Precisamos gastar agora?”
“Quanto tempo levaria para alcançar seu objetivo?”
Enquanto a criança aprende, o adulto continua responsável pelas operações financeiras efetivas.
9. Não deixe a criança realizar entregas sozinha
Caso uma operação envolva entrega ou retirada presencial, nunca envie uma criança sozinha para encontrar um comprador desconhecido.
A entrega deverá ser realizada ou supervisionada pelo responsável.
Não divulgue publicamente endereço residencial apenas para facilitar uma negociação.
10. Ensine que nem tudo precisa ser respondido
A criança não precisa responder todas as mensagens, perguntas ou solicitações que recebe.
Ela pode aprender uma regra muito útil para toda a vida digital:
“Se fiquei em dúvida, eu não respondo. Chamo um adulto.”
11. Conheça alguns sinais de alerta
Converse com seu filho sobre situações que merecem atenção.
🚩 Pessoa pedindo segredo dos pais.
🚩 Pedido de telefone ou WhatsApp.
🚩 Pedido de fotografias pessoais.
🚩 Perguntas sobre onde a criança mora ou estuda.
🚩 Convite para encontro.
🚩 Oferecimento de dinheiro ou presentes em troca de algo.
🚩 Ameaças.
🚩 Tentativa de levar a conversa para outro aplicativo.
🚩 Pessoa insistindo mesmo depois de a criança dizer não.
Se acontecer algo assim, interrompa a interação e utilize os mecanismos de denúncia disponíveis.
12. Use o botão Denunciar
Você não precisa ter certeza de que algo grave aconteceu para nos alertar sobre uma situação suspeita.
Se encontrar:
conteúdo inadequado;
comportamento suspeito;
tentativa de contato inadequado;
exposição de informações pessoais;
fraude;
ameaça;
ou possível risco para uma criança,
utilize:
DENUNCIAR
Questões relacionadas à segurança infantil poderão receber tratamento prioritário.
Em situações de emergência ou risco imediato, procure também as autoridades ou serviços públicos competentes.
Faça o combinado Rebrinca com seu filho
Antes de criar a primeira Lojinha, façam juntos este combinado:
EU POSSO:
💛 criar minha Lojinha com meu responsável;
🧸 escolher brinquedos;
📸 ajudar nas fotos;
💰 aprender sobre dinheiro;
🐷 aprender a guardar;
🎯 criar metas;
♻️ ajudar meus brinquedos a terem novas histórias.
EU NÃO DEVO:
❌ contar onde moro;
❌ contar onde estudo;
❌ passar meu telefone;
❌ compartilhar senhas;
❌ enviar fotos para desconhecidos;
❌ combinar encontros sozinho;
❌ esconder dos meus pais uma conversa que me deixou desconfortável.
E SE ALGO PARECER ESTRANHO...
Eu paro e chamo meu responsável.
Segurança começa com conversa
Nenhuma tecnologia substitui completamente uma boa conversa entre pais e filhos.
A Rebrinca pode criar ferramentas, moderação, controles e mecanismos de denúncia.
Mas existe uma proteção extremamente poderosa que começa dentro de casa:
uma criança saber que pode procurar um adulto quando precisar.
Converse.
Participe.
Pergunte.
Ensine.
E aproveite a Rebrinca não apenas para desapegar de brinquedos, mas para construir aprendizados que seu filho poderá levar para toda a vida.
Rebrinca
Brinquedos ganham novas histórias. Crianças aprendem para a vida.